03 março, 2015

ESTADO ISLAMICO SERVIU CORPO DE FILHO À PRÓPRIA MÃE


Um militar britânico que aderiu à guerra contra o grupo terrorista Estado Islâmico contou ao Jornal "The Sun" que membros do movimento extremistas serviram os restos mortais de um jovem assassinado por eles à própria mãe.

De acordo com o depoimento de Yasir Abdulla, de 36 anos, que largou a mulher e os quatro filhos no interior da Inglaterra para lutar contra os extremistas, o jovem teria sido capturado e mantido preso na cidade de Mosul, no Iraque. Sua mãe então iniciou uma jornada em busca do filho. Ao pedir que os militantes a deixassem ver o filho, eles primeiro ofereceram uma refeição, com a justificativa de que ela precisava se alimentar e descansar após a longa jornada.

"Eles levaram até ela xícaras de chá e um prato com carne, arroz e uma sopa", disse Abdulla ao "The Sun". O militar reportou que, após comer, a mãe pediu para se encontrar com o filho. Foi então que os extremistas começaram a rir e disseram: "Você acabou de comê-lo".

Não há informações sobre o que teria ocorrido com a mãe após o episódio, mas Abdullah ressaltou que o grupo Estado Islâmico "é muito bom em assustar as pessoas".

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Isto é

5 mitos sobre a origem das Escrituras; saiba mais

Imagem: shutterstockEm artigo publicado no site da ‘Folha de São Paulo’ nesta quinta-feira (26), o jornalista Reinaldo José Lopes, em sua coluna ‘Darwin e Deus’, cita os cinco grandes mitos sobre a maneira como a Bíblia foi escrita, editada e transformada num cânone.
Seguem abaixo algumas considerações do autor.
Mito 1: a Bíblia que temos hoje foi “inventada” no Concílio de Niceia
Nananinão, dileto leitor. O Primeiro Concílio de Niceia, realizado no ano 325 d.C. na cidade romana de mesmo nome (localizada na atual Turquia), foi uma grande reunião de bispos (cerca de 300) convocada pelo imperador Constantino. Seu principal tema foi a cristologia, ou seja, debates sobre a exata natureza de Jesus Cristo e sua relação com Deus Pai. O concílio deu o passo decisivo para definir que Jesus compartilhava da mesma natureza de Deus e existia desde o princípio dos tempos, não tendo sido “criado” em qualquer sentido ordinário. A agenda do concílio incluía várias questões menores, como a data correta da celebração da Páscoa cristã. Mas em NENHUM momento incluiu discussões sobre os livros que deveriam ou não ser incluídos na Bíblia. Repito: esse tema simplesmente NÃO foi debatido em Niceia.
Mas, se é mito, quando o cânone foi fixado, afinal? Bem, depende. De maneira geral, pode-se dizer que, no fim do século 4º d.C., uns 50 anos depois de Niceia, a maioria das igrejas cristãs aceitava mais ou menos os textos ainda aceitos hoje. Mas alguma variação continuou ocorrendo, e nenhum grande pronunciamento oficial e definitivo aconteceu ao longo do milênio seguinte. No Ocidente, foi só no século 16 que católicos e protestantes cristalizaram seus cânones ligeiramente diferentes, com alguns livros a mais ou a menos no Antigo Testamento, como veremos a seguir.
Mito 2: ao longo dos séculos, a Bíblia foi constantemente manipulada e alterada. Não fazemos a menor ideia de quais eram os textos originais
Para entender esse mito, vamos examinar a questão, pensando primeiro no cânone judaico (o Antigo Testamento) e depois no cânone cristão.
Primeiro, o fato é que a tradição de manuscritos do Antigo Testamento é muito antiga e bastante bem documentada. Os famosos Manuscritos do Mar Morto, achados na Cisjordânia nos anos 1940 e 1950, remontam até o século 2º a.C., em alguns casos, e vão até o século 1º da Era Cristã, ou seja, têm cerca de 2.000 anos de idade. A maior parte desses manuscritos corresponde a trechos de quase todos os livros da Bíblia hebraica, ou Tanakh, como também é conhecida — só não há na coleção trechos do livro de Ester.
Tem variação quando comparamos os textos bíblicos dos Manuscritos do Mar Morto com os textos hebraicos preservados pela comunidade judaica, os chamados textos massoréticos, que datam do século 9º d.C.? Tem variação sim, e considerável – trechinhos a mais ou a menos, trocas de letras, confusões de significado etc. Isso é especialmente verdade em textos de natureza poética, que possuem vocabulário mais complexo e de difícil interpretação. Mas há relativamente pouca coisa que tenha algum significado teológico ou histórico muito importante nessa variação. Algumas versões dos Salmos dos Manuscritos do Mar Morto, por exemplo, parecem dar a entender a existência de outros deuses além do Deus bíblico, Yahweh (nome geralmente traduzido como “o Senhor”). Mas essa inferência também pode ser feita com base nos manuscritos mais conhecidos da Bíblia, por exemplo. Não é nada propriamente bombástico.
Mito 3: os Manuscritos do Mar Morto contêm evangelhos apócrifos que revelam verdades chocantes sobre Jesus
Esse mito é fácil de derrubar, em contraposição ao anterior. Não há NENHUM texto cristão em meio a esses manuscritos, gente. A única relevância deles para o estudo do Jesus histórico é o fato de que eles nos ajudam a entender como era o judaísmo na época em que Cristo viveu. Fora isso, nada.
Mito 4: os evangelhos apócrifos são uma fonte mais confiável sobre a figura histórica de Jesus do que os que foram incluídos na Bíblia
Outro mito que vai ao chão com relativa facilidade. Hoje, quase todos os historiadores concordam que é preciso ler com muito cuidado os Evangelhos canônicos — Mateus, Marcos, Lucas e João — se a ideia é buscar informações historicamente confiáveis, porque o interesse dos evangelistas era fazer teologia, e não história no sentido moderno. Mas, e esse é um grande mas, a maioria dos historiadores também concorda que, se esses textos têm problemas do ponto de vista histórico, os evangelhos apócrifos, ou seja, não incluídos na Bíblia, são ainda mais problemáticos, em geral.
Isso porque tais textos foram, em geral, escritos bem depois dos Evangelhos canônicos e estão cheios de material lendário e especulações teológicas ainda mais ousadas do que os textos presentes na Bíblia. São quase “fan-fic” — aqueles textos escritos por fãs de um livro ou de um filme usando personagens criados por outra pessoa em suas próprias histórias.
Há uma possível exceção importante nesse caso, porém. Trata-se do Evangelho de Tomé, encontrado no Egito e feito quase que só de frases impactantes de Jesus, ou de parábolas contadas por ele. Alguns estudiosos importantes acreditam que Tomé preserva algumas versões das falas de Jesus que se aproximam mais do que ele teria realmente falado em vida. Mas muita gente discorda deles.
Mito 5: as Bíblias católicas e ortodoxas incluem textos apócrifos que não fazem parte do cânone “correto” do Antigo Testamento 
Esse é outro mito com nuances, como o mito 2. De fato, o que a Bíblia das igrejas protestantes inclui em seu Antigo Testamento é um conjunto de livros exclusivamente traduzidos do hebraico para as línguas modernas. São os mesmos livros incluídos pelos judeus atuais em seu Tanakh desde mais ou menos o ano 100 d.C. As Bíblias católicas e ortodoxas incluem ainda outros livros, como Judite, Sabedoria e Eclesiástico, que foram traduzidos do grego e a respeito dos quais se acreditava que tinham sido escritos originalmente em grego e/ou nunca teriam feito parte do cânone de qualquer grupo judaico.
Acontece, porém, que na época de Jesus o cânone judaico ainda estava “semiaberto”, e ao menos alguns grupos de judeus parecem, sim, ter considerado que tais livros eram canônicos. Trechos do Eclesiástico, por exemplo, foram achados entre os Manuscritos do Mar Morto, e em hebraico. A mesma coisa vale para o livro de Tobias – trechos em hebraico e aramaico também constam da “coleção” do mar Morto.
Isso significa que esses livros “devem” fazer parte do cânone? Depende. É claro que, no fundo, essa é uma discussão cultural e teológica. Mas o que claramente não funciona muito é dizer que o judaísmo nunca aceitou esses livros como parte das Escrituras — em alguns casos, essa informação parece não proceder.

Jean Wyllys ataca projeto social da IURD, que responde: “uniu ódio à burrice”

Deputado comparou ministério da Igreja Universal ao fundamentalismo islâmico
Diante de uma simples foto postada no facebook, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) classificou o projeto social Gladiadores do Altar, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), de “milícia” e comparou a iniciativa ao “fundamentalismo islâmico”.
Jean Wyllys foi mais longe e declarou que o “monstro” do fundamentalismo cristão está emergindo e insinuou que em breve começariam os assassinatos de ateus e homossexuais:
“O fundamentalismo cristão no Brasil tem ameaçado as liberdades individuais, a diversidade sexual e as manifestações culturais laicas. Agora ele está formando uma milícia que, por enquanto, atende pelo nome de “gladiadores do altar”. Quando atentaremos de verdade para o monstro que emerge da lagoa? Quando começarem a executar os “infiéis” e ateus e empurrar os homossexuais de torres altas como vem fazendo o fundamentalismo islâmico no Oriente Médio? Não é porque tem a palavra “cristão” na expressão que o fundamentalismo cristão deixa de ser perigoso e não fará o que já faz o fundamentalismo islâmico”.
Mas o discurso inflamado de Jean Wyllys está, novamente, distante da realidade. A IURD explicou que o grupo Gladiadores do Altar oferece apenas “disciplina espiritual” e suas atividades são de natureza social e assistencialista: “Seus membros são voluntários da Força Jovem Universal, programa social que conta com milhões de jovens em todo o Brasil e em outros países e que desenvolve atividades culturais, sociais e esportivas para auxiliar no resgate e amparo de populações de rua, viciados, jovens carentes e em conflito com a lei”.
Gladiadores do Altar - IURD
A Igreja Universal detalhou ainda que sua Força Jovem oferece cursos profissionalizantes gratuitos a pessoas carentes e as encaminha ao mercado de trabalho e também apoia socorristas em situações de emergência e tragédias, como enchentes.
Por isso, completou a assessoria de imprensa da IURD, comparar os Gladiadores do Altar com fundamentalistas islâmicos, como fez Jean Wyllys, é “unir o ódio a burrice motivada”:
“Buscar uma motivação violenta ou condenável em jovens uniformizados que marcham e cantam unidos em igrejas é tão absurdo quanto enxergar orientação fascista em instituições como o “Exército da Salvação” e o Movimento Escoteiro, ambas organizações mundiais com base cristã e que, como a Universal, também utilizam a analogia militar de forma positiva e pacífica”.
Em resumo, declarou a IURD, Jean Wyllys fez uma avaliação sobre um projeto do qual nada sabe a respeito, e sequer procurou saber antes de publicar tal injúria.
Confira a inciativa na IURD de Manaus:

Malafaia apoia ato contra Dilma Rousseff no dia 15 de março

O pedido de impeachment será feito em diversas cidades brasileiras e deve atrair uma grande multidão de cidadão descontentes
Milhares de brasileiros são esperados para a grande manifestação marcada para o dia 15 de março. Inúmeras personalidades usam as redes sociais para convocar seus seguidores a saírem as ruas e pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Nesta semana quem reforçou o coro foi Silas Malafaia.
O pastor assembleiano é crítico ferrenho do governo do PT, por diversas vezes se posicionou contra a administração da presidente e não poupou críticas em relação aos escândalos de corrupção que trazem os nomes de líder do Partido dos Trabalhadores.
Mais uma vez o pastor foi ao Twitter se posicionar politicamente como cidadão e mostrar toda a sua insatisfação com o governo.
Malafaia fez referências às medidas tomadas pelo governo como o aumento da conta de luz e dos impostos. “Um governo que engana o povo nas eleições, aumento absurdo da conta de luz e da carga tributária para empresas, só podemos dizer: Fora Dilma!”, escreveu.
Ainda no microblog Malafaia reforçou a ideia dizendo que “nunca na história desse país [houve] um governo cínico que não assume seus erros e tanta roubalheira. Dia 15 de março manifestação fora DILMA, apoio”.
Na campanha eleitoral Silas Malafaia também denunciou o PT, fez diversas acusações contra o partido inclusive citando as investigações feitas contra ele a mando da legenda que queria encontrar algo que desmoralizasse o pastor diante do público brasileiro.
Mas agora o discurso ganha novos temas: a falta de palavra da presidente que em todo tempo dizia que era seu rival, o senador Aécio Neves (PSDB), quem iria aumentar taxas, impostos e criar medidas impopulares que prejudicariam os trabalhadores.
“Apenas 2 meses de governo e todas as mentiras da campanha caíram por terra. Vergonha! Afronta ao povo brasileiro!”, disse o religioso.
Malafaia não é o único descontente com o segundo mandato de Dilma, a manifestação do dia 15 está sendo organizada em diversos pontos do país, ação que divide opiniões de especialistas e da própria oposição.

Maioria no Brasil é conservadora, diz Cunha durante culto

O presidente da Câmara participou de um culto na igreja de Silas Malafaia
O Brasil é um país conservador? Segundo o presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB), a resposta é sim. A fala foi dita durante o culto deste domingo (1º) na igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo no Rio de Janeiro.
Cunha visitava o templo liderado por Silas Malafaia e comentou a respeito do seu posicionamento político de impedir que pautas progressistas passem pelo plenário.
“Mas não sou eu que não vou deixar a pauta progressista andar, não sou eu que sou conservador. A maioria da sociedade pensa conforme nós pensamos. É só deixar que a maioria seja exercida e não a minoria”, disse o presidente da Câmara.
Cunha se comprometeu em defender seus princípios que são compartilhados pela maioria do povo brasileiro. “Sempre estaremos lá para, acima de tudo, que nossos princípios sejam levantados e defendidos. E é isso que nós vamos fazer”.

Cunha é vítima da intolerância de grupos gays

Ser um político evangélico, ainda que entre os mais votados de seus estados, não é suficiente para mostrar aos grupos de ativistas gays que esses parlamentares representam milhares e milhares de pessoas.
Por conta de sua posição contra o aborto, Cunha se tornou o novo alvo desses grupos, tanto é que um deles resolveu juntar algumas pessoas para protestar na porta do diretório do PMDB em São Paulo.
O que gerou o protesto foi a fala do presidente da Câmara dita assim que ele assumiu o cargo quando ele declarou que não vai permitir o aborto “nem por cima do seu cadáver” e para enfrentá-lo, um grupo de ativistas gays resolveu criar um boneco que representasse o cadáver do deputado.
O boneco de pano foi malhado pelos manifestantes e, não contentes com a violência, ainda deitaram o objeto no chão, dois homens se deitaram por cima e se beijaram em “protesto” contra a fala a respeito do aborto.
A ideia do grupo é mostrar que eles passavam sim “por cima do cadáver” de Cunha para aprovar os projetos que são de seus interesses.

28 fevereiro, 2015

O humorista do programa “Pânico na Band” promove desrespeito a fé de evangélicos em todo Brasil

Eduardo Sterblitch promove desrespeito à Cristãos no Brasil e debocha da fé de evangélicos
Eduardo Sterblitch promove desrespeito à Cristãos no Brasil e debocha da fé de evangélicos
No último domingo, 22 de fevereiro (2015), o programa Pânico na Band iniciou a temporada 2015 de suas edições dominicais.
Em total desrespeito aos milhares de evangélicos, Emílio Zurita usou bordões como “Aleluia”, chamando o novo quadro do humorista Eduardo Sterblitch, que interpreta o personagem de uma pastor evangélico chamado de “Poderoso Castiga”. No novo quadro, que se chama “Templo do Poderoso”, Sterblitch gravou em um de seus shows, simulando estar em uma igreja semelhante ao Templo de Salomão, da Igreja Universal. Uma das semelhanças foi a abertura, que se deu na fachada das lojas Havan, que lembram templos da Igreja Universal.
Eduardo simulou expulsar demônios, desrespeitou pessoas e submeteu participantes da plateia a constrangimentos em público, obrigando alguns a comer sabonete no palco, além de ter transformado a banda Viva Noite (banda do programa) em um cover de ministério de louvor, mostrando total desrespeito para com evangélicos de todo o Brasil.
Milhares de pastores e evangélicos manifestaram repúdio a tal atitude do humorista, publicando nas redes sociais os protestos pela chacota contra os evangélicos promovidas por Emílio Zurita e sua Trupe.
Sobre o assunto, pastor Edson Rebustini declarou: “devemos amar aqueles que nos perseguem, mesmo quando a nossa fé torna-se motivo de deboche”, declarou o pastor da Igreja Bíblica da Paz.
Lucas Cefas – Jornalista Colaborador
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O jeito Brasil de ser corrupto e a Igreja

Corrupção vem do latim “corruptione” e significa ato ou efeito de corromper. Mas também significa decomposição, putrefação. O sentido figurado que o dicionário Aurélio dá é devassidão, depravação, perversão, suborno. É comum ouvir que o Brasil é corrupto, mas a corrupção está disseminada no mundo todo uma vez que ela é um componente da natureza decaída do ser humano. Há países mais corruptos e outros menos corruptos.
Brazil Confederations Cup Protests

Há um índice mundial para medir o nível de corrupção de uma nação, chamado de Índice de Percepção da Corrupção (IPC), fornecido pela ONG Transparência Internacional, que indica o grau de corrupção entre os funcionários públicos e políticos. Em 2012, o Brasil estava em 69º lugar, com o índice 43, em que 100 indica ausência de corrupção. Em primeiro lugar temos três países com o índice 90: Dinamarca, Finlândia e Nova Zelândia. O menor índice apurado é 8, que inclui Afeganistão, Coreia do Norte e Somália. Junto com o Brasil temos a África do Sul, Arábia Saudita, Romênia, Kuait e República da Macedônia. Mas antes do Brasil temos Gana, Croácia, Namíbia, Cuba, Costa Rica, Ruanda, Malásia, Turquia etc. Temos muito a melhorar ainda.
Já é comum a ideia de que se há corrupção é porque há quem corrompe e há quem aceita ser corrompido. Aqui entra o fenômeno que conhecemos como “jeitinho brasileiro”, que defino como a busca por uma saída para uma situação que não se quer ou não se pode enfrentar.
O jeitinho pode ser positivo se ligado à criatividade, à solidariedade. Mas em geral está ligado ao “levar vantagem”, tirar proveito de uma situação ou subornar alguma autoridade para evitar o pagamento de uma multa, por exemplo.
O vocabulário do jeitinho-corrupção já é bem volumoso e criativo e já é possível colecionar alguns sinônimos: alimentar a base; batizar a gasolina; carteirada ou “você sabe com quem está falando?”; conhecer o “caminho das pedras”; contrato de gaveta ou “só no papel”; criar dificuldades para vender facilidades; empresa “especializada”; esquema; fazer “vista grossa”; lavar dinheiro sujo; lei de Gerson; Macunaíma; molhar a mão; mutreta; pagar o pedágio; passar por fora do sistema ou “por baixo dos panos”; pistolão, padrinho ou Q.I.; “portabandeado” ou alternativo; Rachid (partilha de uma mesada por políticos de um grupo); sacerdotes ou profissionais do jeitinho (despachante, advogado, contador, lobista, engenheiro); taxa de urgência; tudo termina em pizza; uma mão lava a outra; xaveco etc.
A palavra jeitinho não existe em outras línguas, mas possui equivalência internacional, tais como, na Alemanha: “trinkgeld”; Itália: “bustarela” ou “l’arte di arrangiarsi” [a arte de arranjar-se] – a máfia, no sul do país, fala em “mazzetta”; Índia: “speed Money”; Egito: “baksheesh”; Estados Unidos: “pay-off”; na França pode ser “escroquerie”; Argentina: “coima”; México: “la mordida”, “¿Cómo se puede arreglar eso? Nosotros podemos ayudarle?”, “¿Cómo corregimos esto?”, “¿Qué acuerdo llegamos?”; Peru: “la salida” ou “la finta brasileña”; etc.
No Brasil o jeitinho está tão impregnado no cotidiano como uma tinta de tingir roupa que já se tornou comum, alcançando desde o cidadão que busca alguém para lançar seus pontos da carteira de habilitação ou o frentista do posto de gasolina que lhe pergunta o valor que deve colocar na nota fiscal do combustível até empresários e políticos que se tornaram protagonistas do que foi conhecido como “mensalão”.
Como é possível observar, o jeitinho brasileiro é a imposição do conveniente sobre o certo. É a filosofia do “se dá certo é certo”, desde, é claro, que “dar certo” signifique “resolver meu problema”, ainda que não definitivamente.
O jeitinho é como um código secreto de relacionamento. Basta apenas que algo dê errado ou tarde em ser solucionado para que o brasileiro pense em como “dar a volta” e, assim, abreviar seu desfecho. O jeitinho revela o desejo do ser humano não de se prender às normas, mas sim de superá-las, subjugá-las. Suspende-se temporariamente a lei, cria-se a exceção e depois tudo volta ao normal.
O brasileiro seria, então, um anarquista, um fora da lei? Não. O brasileiro não nega a existência da lei, o que ele nega é a sua aplicação naquele momento. É como congelar a realidade. Simples assim. Busca-se justificação com todos os rigores da razão: se podemos pagar menos imposto de renda a um governo que não retribui adequadamente em benefícios sociais para seus contribuintes, por que não fazê-lo? Por que pagar uma multa de trânsito se é possível subornar o guarda rodoviário?
A corrupção também está presente naquele jeito de conseguir uma concorrência, ou no jeito de “ajudar” o fiscal (se ele for “do mal”) a esquecer determinada lei, ou mesmo no jeito de apressar um processo numa repartição pública.
O jeito não se contenta apenas em transgredir as normas. Às vezes, pela própria transgressão da norma, é preciso dar um jeito para não haver punição. Neste caso há a união incestuosa entre o jeito e a corrupção.
E é aqui que se estabelecem os dilemas éticos do jeito. A inconsistência da ação governamental em áreas como a segurança pública, a fiscalização e o planejamento da política tributária e financeira leva o cidadão a uma situação tal que a única saída que imagina no momento é o jeito, a “escapada”, sob pena de perder o emprego ou inviabilizar sua empresa. Em suma, o descaso generalizado das autoridades públicas quanto às reais necessidades do povo gera o “salve-se quem puder”, que por sua vez alimenta o jeito e incentiva a transgressão das normas. Desta à corrupção é apenas um passo. Tão logo se estabeleça, a corrupção generalizada acolhe a impunidade. E assim fecha-se o círculo, de modo que sem o ingresso de recursos públicos o descaso continua.
Mas a situação não fica apenas no território do mundo secular. Já recebi em meu site1 diversas indicações do uso do jeitinho no ambiente eclesiástico. Alguns exemplos podem demonstrar: softwares piratas, cópias ilegais de CDs e DVDs, de partituras musicais. Porém há também sites evangélicos “especializados” em oferecer gratuitamente textos integrais (geralmente em formato pdf) de livros já publicados e até mesmo usam a desculpa destacada no início do arquivo:
“Nossos e-books são disponibilizados gratuitamente com a única finalidade de oferecer leitura edificante a todos aqueles que não têm condições econômicas para comprar. Se você é financeiramente privilegiado, então utilize nosso acervo apenas para avaliação, e, se gostar, abençoe autores, editoras e livrarias, adquirindo os livros”.
Em outras palavras, temos aqui um tipo de Robin Hood evangélico. Quem é autor sabe das dificuldades presentes na escrita de um livro e como é aviltado por atos desonestos como este.
Porém há também igrejas ilegalmente estabelecidas, sem alvará de funcionamento, sem estatuto, sem CNPJ. Tudo em nome de Deus. E nem estamos entrando no território do mercado da fé, em que Deus e o evangelho têm sido transformados em mercadoria de bom preço, em que se oferece quase de tudo em troca da fidelização do “cliente”, que está cada vez mais exigente em busca de um Deus garçom ou serviçal. Onde vamos parar?
E, então, o Brasil do jeitinho tem jeito? Acredito que sim. Em primeiro lugar, vamos relembrar que o jeitinho, a corrupção, estão arraigados na natureza humana. Desta forma, o ser humano necessita ser transformado de dentro para fora e, do ponto de vista cristão, entendemos que isso só é possível por meio da transformação que o evangelho proporciona. Aqui também entra o suporte educacional para o suprimento de ideais e valores nobres e elevados para que a pessoa possa exercer o papel de cidadania responsável. Temos, assim, o fundamental papel das igrejas e comunidades, não apenas com a pregação do evangelho, mas com a transformação de vida que vem por meio de pregação, ensino, comunhão, piedade e devoção.
Do ponto de vista público, será necessária a criação de mecanismos de controle políticos, legais e sociais, além da criação de políticas públicas que valorizem a vida e transformem os impostos e taxas pagos pelos cidadãos e empresas em serviços públicos de qualidade. Nas empresas, será necessário ampliar a criação de códigos de ética e o estabelecimento de valores que busquem gerenciar as decisões corporativas.
Temos de continuar a buscar soluções para este país de modo a evitar que o refrão anunciado por Rui Barbosa diante do Senado Federal em 17 de dezembro de 1914 se perpetue:
De tanto ver triunfar as nulidades
De tanto ver prosperar a desonra
De tanto ver crescer a injustiça
De tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus
O homem chega a desanimar-se da virtude
A rir-se da própria honra
E a ter vergonha de ser honesto.
Aqui entra o papel não apenas de instituições, políticos, juízes, empresários, mas também o seu, cidadão comum. O que você pode fazer por esta causa? Entra o papel da igreja como fomentadora não apenas da mensagem de salvação, mas também da transformação de vidas que deixem de ser consumidoras da realidade e participem da construção de um mundo cimentado por valores dignos. O que sua igreja está fazendo para construir esse futuro?
• Lourenço Stelio Rega, membro da Igreja Batista do Morumbi, em São Paulo, é teólogo, conferencista e professor titular da Faculdade Teológica Batista de São Paulo. É mestre em ética teológica e doutor em ciências da religião.

A NOIVA CHORA

Só nós brasileiros temos a honra de ter a palavra (saudade) em nosso vocabulário, podemos dizer que só as boas memórias nos trazem esta sensação. Mas como não sentir saudade do bom e genuíno evangelho? Contudo, estamos vendo toda a sorte de heresia invadir nossas Igrejas.
Onde estão os pequenos grupos que oravam e jejuavam? Os longos sermões? Escolas bíblicas lotadas, onde esta o amor? Tudo nos faz refletir, poucos usam o amor, querem bens matérias e não almas, a hipocrisia paira sobre estes. Certamente, somos a Igreja, maltrata-la é como cuspir no próprio rosto. Escandaliza-la é um desserviço à sociedade.
No que tange certos conceitos antropológicos, a sociedade cristã mudou, e é fácil perceber algumas mudanças. Mas a questão é: mudou para melhor ou para pior? A teologia liberal, o populismo desenfreado, o capitalismo camuflado, entre outras coisas, não são difíceis de perceber. Mas seria a Igreja o ópio? A igreja (hoje) se voltou contra nós? Ora! Se existe um culpado, o culpado somos nós. Vale lembrar que há pouco tempo não aviam templos milionários, mas era com excelência que a Igreja se adornava.
Em suma, precisamos usar as escrituras no que se refere ao amor ao próximo. Que não sejamos mais confundidos ou enganados, que sejam salvas as almas perdidas, que a noiva volte a sorrir e atue como acolhedora, e não como empresa da fé. Pois quem fizer parte do corpo e comer do pão justamente, naquele grande dia estará nos braços do Pai. Todavia, resta alertar que a noiva chora, mas não esta morta.
Por (FC)

O ATOR AINDA COBROU MAIS ATENÇÃO DAS PRODUTORAS PARA O POTENCIAL DE FILMES CRISTÃOS

[O ator Kevin Sorbo é lembrado no Brasil por ter interpretado Hércules em uma série de TV. Mas nos EUA, ele também é lembrado pela mídia por seu lado cristão.]


Ao abordar sobre sua em entrevista recente Sorbo deu declarações polêmicas, ao descrever como que concilia o cristianismo com a fama.

Segundo o ator, em um papo aberto com o site CNSNews, no mundo dos famosos em Hollywood você pode sofrer de um certo preconceito.

“Eu acho que ser um conservador em Hollywood ou ser um cristão em Hollywood, você é atacado”, destacou durante a conversa.

O ator explica que colocar seu posicionamento sobre a vida é complicado, quando a imprensa prefere abafar determinados assuntos para priorizar outros não tão relevantes.

“É tão estranho pra mim que a mídia se senta para proteger as coisas que protegem, ou ignorar as coisas que ignoram, e vão atrás de histórias como aquecimento global [por exemplo], tratando como mais importante do que está acontecendo no mundo agora com estes terroristas”, avaliou.
Sorbo acrescenta que o polo de filmes de Hollywood perde a oportunidade de investir em filmes cristãos, por existir um grande público interessado, e fica preocupado apenas com o show business.

“Se nós entregarmos uma mensagem elevada e clara o suficiente, e se as pessoas começarem a apoiar filmes como estes [cristãos], que têm uma boa mensagem, que toda a família pode assistir, pois não são bregas, que não são de quinta categoria, que tem uma boa história, atuação, roteiro, produção e fotografia, então esses filmes merecem apoio”, destaca.

O ator recentemente participou de duas produções cristãs de repercussão na mídia: Deus Não Está Morto e Let the Lion Roar (Deixe o Leão Rugir, em tradução livre), onde retrata o lendário pregador protestante João Calvino.

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Do site Pastor On-line

Chefe de máfia é preso após vídeo de seu batismo cair na internet

O homem fugiu de Roma e foi para a região costeira, onde se converteu e se batizou
Um pastor italiano publicou no Youtube o batismo de um fiel talvez sem saber que ele era procurado pela polícia. Antonio Montella, 42 anos, se converteu e resolveu se batizar, mas tinha um passado de crimes que não foram pagos para a justiça.
Quando o vídeo caiu na internet as autoridades puderam localizar o fugitivo e resolveram prendê-lo. O vídeo foi postado em 2013 mostrando Montella sendo batizado no mar da costa italiana de Pinetamare.
A polícia precisou apenas identificar a localização da igreja onde o pastor ministrava e assim conseguiu encontrar o criminoso para capturá-lo.
Um dos fiéis da igreja não conseguiu acreditar que o novo convertido era foragido da Justiça. “Ele parecia um homem bom, tenho certeza que deve ter havido um erro. Era muito reservado, mas sempre estava na igreja aos fins de semana”, disse Adelmo Iadanza.
Montella foi condenado à prisão por tráfico de drogas, segundo a polícia local ele liderava um grupo de traficantes e agora será enviado para Roma onde cumprirá cinco anos de cadeia. Com informações Época
Assista:

Estado Islâmico sequestrou 220 cristãos nas últimas 72 horas, diz ONG

A entidade afirmou que outras 5.000 pessoas fugiram para cidades próximas com medo dos terroristas
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) refez a conta dos ataques do Estado Islâmico na Síria ao longo desta semana e chegou a conclusão de que 220 cristãos foram sequestrados pelos terroristas.
O último balanço apresentado pela entidade afirmava que 90 cristãos foram feitos reféns dos jihadistas. Mas agora os dados foram atualizados. “Pelo menos 220 assírios foram sequestrados em 11 localidades pelo grupo Estado Islâmico nos últimos três dias na província de Hasake, nordeste da Síria, perto da fronteira com Iraque e Turquia”, anunciou a OSDH.
Na quarta-feira (25) o diretor da rede assíria dos direitos humanos, Osama Edward, afirmou que quase 1.000 famílias, o que representa 5.000 pessoas, fugiram do nordeste da Síria após os ataques terroristas que começaram na segunda-feira. As cidades de Hasake e Qamichi foram os locais escolhidos por essas famílias para buscar refúgio.
Com sede na Suécia, a OSDH denunciou que os reféns estão sendo negociados. “Há negociações com o auxílio de mediadores de tribos árabes e de uma figura da comunidade assíria para obter a libertação dos reféns”, diz a entidade.

Esposa de David Miranda assume a presidência da Deus é Amor

O fundador da denominação faleceu no último sábado (21) após sofrer um infarto
A Igreja Pentecostal Deus é Amor (IPDA) divulgou uma pequena nota em sua página no Facebook informando que a irmã Ereni Oliveira de Miranda, viúva do missionário David Miranda, assume a presidência da denominação.
Fundada em 1962, a IPDA sempre foi presidida por seu fundador que trabalhava ativamente nas decisões referentes a igreja, além de pregar e apresentar programas na rádio.
David Miranda faleceu no último sábado (21) após sofrer um infarto. O culto fúnebre aconteceu durante o domingo, segunda e a manhã da terça-feira quando o corpo saiu do Templo da Glória de Deus, sede da denominação em São Paulo, e foi levado ao Cemitério Jardim Horto Florestal, na Zona Norte da capital paulista.
Milhares de fiéis participaram do culto e prestaram uma última homenagem ao líder religioso, o Estado de São Paulo disponibilizou ainda um carro dos Bombeiros para que o corpo de David Miranda fosse transportado da igreja para o cemitério sendo acompanhado por batedores e carros da polícia também foram disponibilizados para fazer o cortejo. Os fiéis seguiram o caminhão que transportava o corpo em carreata até o cemitério.
Irmã Ereni era vice-presidente da IPDA e agora assume como presidente da igreja e deve contar com a ajuda de seus filhos David Miranda Filho, Daniel Miranda, Débora Miranda de Almeida e Léia Miranda. O site da IPDA já anuncia cultos ministrados pelo pastor David Miranda Filho, que será o líder espiritual da igreja, e em outros sites Débora Miranda de Almeida aparece como proprietária da denominação.